Você está aqui: Página Inicial A UNE 12° CONEB da UNE Pré Tese 12º Coneb Assistência Estudantil nas Universidades Pagas Financiamento Estudantil – FIES
Ações do documento

Assistência Estudantil nas Universidades Pagas Financiamento Estudantil – FIES

O FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) é um programa que surge em 1999 em substituição ao Crédito Educativo. Tanto um quanto o outro programa nasceram com a intenção de proporcionar um financiamento aos estudantes do ensino superior das instituições privadas.

Para o Estado essas políticas se sustentaram porque seriam mais "baratas". Financiar o estudante em uma instituição privada conta mais do que numa pública. Ainda por cima, os valores retornariam aos cofres do governo. Essa lógica caiu por terra com o passar dos anos. No seu início, como Crédito Educativo, a inflação corroia os valores a tal ponto que, passados um ou dois anos da formatura o valor a ser pago pelos estudantes era insignificante. A correção disso veio com a instituição de uma correção monetária e juros mais próximos ao mercado. Isso gerou de imediato uma altíssima taxa de inadimplência.

Os juros e as dificuldades de inserção no mercado de trabalho fazem com que os estudantes não consigam pagar o financiamento. Hoje os valores do FIES não são mais "repassados" as instituições de ensino. Elas podem abater do INSS recolhido do trabalho ou de dívidas com o INSS. Em 2008 o MEC institui uma série de mudanças que ampliam o acesso ao FIES. O Financiamento passa a ser integral, os estudantes do PROUNI podem financiar o valor da bolsa parcial e existe a possibilidade do fiador solidário.

De 2000 até hoje o FIES atendeu cerca de 300 mil estudantes. Em 2007, 1459 IES estavam cadastradas no programa e 47 mil estudantes assinaram contratos novos com o programa. Esse número vem caindo ano após ano, em 2005 foram 77 mil novos contratos e hoje, dos 90,3% dos estudantes com financiamento tem renda familiar per capta de 1 a 3 salários mínimos.

O movimento estudantil sempre foi muito crítico ao FIES, bem como ao Crédito Educativo. Esses programas transferem o problema da inadimplência para o Estado, além de ser (esse sim) uma transferência de recursos do poder público ao ensino privado. Quando não havia nem o PROUNI, nem o aumento de vagas no ensino público, o FIES era quase uma mal necessário. Atualmente ele é quase um contra censo entre as políticas de inclusão no ensino superior.

Uma das propostas do MEC ainda não em vigor é a possibilidade de pagamento do financiamento com o trabalho do estudante. Áreas que fossem consideradas prioritárias, ou essencias para o Estado, poderiam receber, por um período, estudantes recém formados que trocariam horas trabalhadas por abatimento dos valores do financiamento (e ainda receberiam pelo seu trabalho). Consideramos que essa mudança com certeza caminha para um avanço na atual situação do FIES, mas nossa luta é para o fim de empréstimo para os estudantes e a ampliação do ensino público. Por isso defendemos:

  • Transferência dos estudantes do Fies para o PROUNI;
  • Renegociação das dívidas dos estudantes inadimplentes com o programa levando em conta o potencial de endividamento pessoal.


recursos para o ProUni

Enviado por GT Comunicação Kizomba [Alexandre Masotti] em 26/12/2008 18:29
A destinação dos 30% dos recursos das loterias (que iam para o FIES) para o ProUni para aumentar o número de vagas de 100%;
Busca  


« Fevereiro 2012 »
Do Se Te Qu Qu Se Sa
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829
Boletim Kizomba  

Para assinar o boletim informativo da Kizomba, digite seu e-mail:

Firefox