Avaliação institucional
Para pensarmos a educação como central na superação das desigualdades sociais, precisamos de controle e supervisão do Estado sobre as instituições superiores, públicas e privadas. Os critérios de avaliação devem levar em conta a universidade que queremos, democrática, com responsabilidade social e emancipatória.
Sem dúvida, a criação da Lei 10.861/04 que instituiu o SINAES representou um avanço na avaliação institucional das instituições de ensino do país. Em 2001 tínhamos como modelo de avaliação conhecido como Provão. Na época o ME construiu um Plebiscito Nacional do Provão que tinha como objetivo questionar seus processos e sua política de avaliação. Naquela época a avaliação limitava-se às provas dos estudantes, realizadas apenas no final do curso, criava rankeamento entre as instituições, sem qualquer participação da comunidade acadêmica.
Hoje, o ENADE é a prova realizada pelos estudantes e parte do SINAES. Podemos apontar alguns avanços para o atual modelo. Hoje faz parte da avaliação a prova dos estudantes, a avaliação do quadro docente - titularidade, a estrutura da universidade, além da criação de conselhos internos e externos de avaliação e avaliação dos estudantes sobre seus currículos.
Por outro lado, temos a indefinição e não divulgação dos pesos de cada processo na divulgação dos resultados, a continuação da obrigatoriedade de sua realização, pois caso contrário o estudante não recebe seu diploma. Outra questão importante é que as instituições de ensino não estão constituindo suas comissões permanentes de avaliação (CPAs), pois elas tem se negado a se auto-avaliar e incluir os estudantes nesse processo.
Além disso, é bastante corriqueiro nas instituições de ensino que farão o ENADE, ocorrer aulas de reforço, com revisão dos conteúdos. Essa prática acaba criando uma falsa avaliação dos cursos.
No CONAES – Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior a UNE possui quatro espaços. Através dele tem apresentado as demandas estudantis e conseguido avanços, para que ela não seja resumida ao ENADE, mas sim um sistema que dê conta de uma educação de qualidade, que cumpra seu papel social e conectada com as demandas regionais e locais.




