Por uma Nova Cultura Política e Ambiental
A crise ambiental planetária tem diversas interfaces que nos demonstram que estamos enfrentando uma das piores crises do modelo capitalista, onde a natureza ao longo dos anos foi dissociada do ser humano, passando a ser objeto de exploração e consumo. Os diversos reflexos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais nos evidenciam que temos que dar um passo adiante e superar este modelo de desenvolvimento que não leva em conta as reais necessidades dos seres humanos e nem a capacidade regenerativa da terra, onde os recursos naturais são limitados e como tal precisam ser geridos de forma sustentável, igualitária e participativa.
A crescente consciência ambiental nos leva a adotar novas posturas, valores e princípios que estejam baseadas na construção de uma nova cultura de vida. O governo federal ao longo destes seis anos vem adotando políticas públicas que se contradizem, pois não conseguem assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas e das comunidades humanas.
A UNE e o movimento estudantil devem ter em suas bandeiras de lutas, a promoção de tecnologias limpas, a democratização dos recursos ambientais, o fim dos latifúndios e incentivo a programas de apoio a agricultura sustentável e familiar. Permitindo e incentivando que essas tecnologias produzidas nas Universidades auxiliem a sociedade na defesa do meio ambiente, no combate a miséria e as desigualdades sociais fomentando programas de proteção a biodiversidade através do planejamento participativo.





Por um congresso limpo
A realização dos grandes encontros da entidade (CONEG, CONEG, BIENAL e CONUNE), devem, obrigatoriamente conter uma agenda ambiental que contenha:
1 - O plantio de árvores (em uma área degradada da região e com espécies nativas) para a captura das emissões de CO2;
2 - O uso em larga escala de materiais recicláveis;
3 - O estimulo a reciclagem dos materiais orgânicos e inorgânicos gerados pelo encontro, fomentando as cooperativas de reciclagem locais.