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Une: Na luta pela defesa dos direitos homoafetivos!

O movimento em defesa dos direitos humanos e contra a discriminação à população LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) é um marco de resistência heróica de pessoas que nunca calaram diante das opressões. Vivemos em uma sociedade enraizada de preconceitos, cuja cultura heteropatriarcal, sexista, racista e homo/les/transfobica nos privam da liberdade de sentimentos, da liberdade de mostrarmos publicamente quem nós somos sem ter medo de virarmos mais uma estatística de morte gerada por crime de intolerância.

Precisamos colocar na pauta do movimento estudantil e da juventude, a luta efetiva em defesa dos direitos humanos homo afetivos. Apesar dos avanços nos últimos anos em relação às políticas públicas LGBTT através do programa Brasil sem homofobia, que implementou os centros de referencia em combate a discriminação e a violência a comunidade LGBTT, os índices de homo/lês/trans fobia ainda são muito altos. No entanto, recentemente tivemos a realização da 1º Conferencia Nacional LGBTT, onde foram discutidas políticas públicas especificas e aprovadas propostas que contemplam as demandas do segmento. Sendo assim, faz-se necessário que a UNE faça a defesa pública das diretrizes aprovadas na Conferência.

Nesse sentido, a universidade também tem um papel fundamental para a luta dos direitos humanos homo afetivos/as. Tivemos um significativo avanço na luta pela cidadania LGBTT, criando mecanismos de participação e protagonizando vários debates dentro e fora da universidade, fomentando a importância de pesquisas e formulações teóricas sobre as políticas públicas LGBTT e superação da homo/lês/transfobia na sociedade.

Campanhas como “Universidade Fora do Armário” encabeçada pela diretoria LGBTT da UNE, seminários, núcleos lgbtt nos DAs, CAs, DCEs,  palestras, rodas de conversa, caravanas, participações nas paradas pela diversidade LGBTT, dentre outras iniciativas, são de extrema importância para dar visibilidade ao debate na universidade. Não podemos mais admitir que estudantes sejam oprimidos/as nas universidades públicas ou privadas por publicizarem sua orientação sexual e identidade de gênero.

No 12º CONEB é o momento de dialogarmos com a base estudantil sobre os anseios e perspectivas em relação à diretoria LGBTT da UNE, pautado no debate tático e relevante sobre nossas formas de atuação. Sabemos que a homo/lês/transfobia ainda existe de forma mascarada dentro do movimento estudantil, muitas vezes deslegitimando estudantes dos espaços de atuação e deliberação por conta da sua orientação sexual e identidade de gênero. Defendemos uma universidade livre de preconceitos e opressões, onde as pessoas tenham direito de expressar sua sexualidade para a construção de um mundo libertário. Portanto apresentamos uma plataforma de reivindicações e propostas para esse CONEB:

  • Defesa de um Estado laico de fato, pela aprovação imediata do PLC 122-06 que criminaliza a homo/les/transfobia;
  • Incentivo a formação de diretorias LGBTT nas entidades  estudantis e núcleos LGBTT nas universidades;
  • Garantia de espaços LGBTT em todos os fóruns da UNE;
  • Contra a educação heteronormativa;
  • Atuação contra a homo/lês/transfobia em residências estudantis, nos campus das universidades e nas calouradas;
  • Que a UNE organize a intervenção estudantil nas conferências LGBTT;
  • Incentivo a organização de trabalhos acadêmicos nas universidades que pautem a temática da diversidade LGBTT.
  • Criação de pautas comuns de atuação com outras frentes buscando superar todas as formas de opressão e preconceito;

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