Educação e Movimento Estudantil
No debate
educacional esses avanços do novo momento político que permitiu que o
país não afundasse ao primeiro sinal da crise também se refletem. A
luta histórica do movimento estudantil em defesa da educação teve eco e
nos garantiu vitórias concretas que permitiu tirar as uiversidades do
coma em que se encontravam.
Dentre elas a ampliação significativa da educação superior
através do Reuni que destina investimentos para ampliar a universidade
pública federais de 2.570 cursos de graduação para 3.601 até 2012; a
ampliação da educação superior através do Prouni que hoje atende cerca
de 400 mil estudantes de baixa renda; da criação de um sistema público
de educação à distância através da UAB que garante a formação inicial
de professores que já lecionam na rede básica em todo o país que atende
cerca de 40 mil estudantes em 281 pólos com meta de chegar a 830até
2010 e a expansão da rede profissional e tecnológica através da criação
de 38 IFET´S espalhado por 312 campus.
A conquista da regulamentação dos estágios garantindo o tempo
máximo de quatro horas diárias e a não caracterização de vínculo
empregatício; a conquista da diminuição do ENADE na avaliação
institucional e a relevância adquirida do questionário estudantil sobre
o seu curso; a regulamentação das fundações de apoio após a ocupação da
Reitoria da UNB; a criação do FUNDEB ampliando o financiamento da
educação básica; a destinação de 120 milhões para assistência
estudantil e as mudanças no FIES que garantiram melhores condições para
o financiamento.
Todas essas conquistas reivindicamos como conquistas do movimento
educacional defensor da educação como bem público. Mas também
compreendemos que ainda há muito que se avançar para colocar a
Universidade verdadeiramente à serviço do nosso povo.
A tarefa que está posta para essa geração do movimento estudantil
é conseguir ser ainda mais propositivo e ousado nas nossas bandeiras.
Os tempos mudaram e para melhor em grande medida e o que nos resta é
consolidar essas mudanças e aprofundá-las para garantir políticas de
Estado para a educação brasileira.
Queremos a radical democratização da universidade brasileira-
seja no que diz respeito aos mecanismos de acesso, seja no que compete
à estrutura interna-, pela garantia de maiores patamares de
investimentos públicos, por assistência estudantil e pela garantia da
qualidade da educação em todos os âmbitos.
E nós teremos um palco importante para assegurar essas conquistas
que é a Conferência Nacional de Educação que ocorrerá em 2009. Lá
enfrentaremos de frente aqueles que sempre defenderam a educação
enquanto mercadoria.
o movimento estudantil, durante toda a sua história, vem dando
exemplos que as conquistas são alcançadas com a combinação de dois
fatores: Formulação e mobilização.
Se é verdade que, no último período, avançamos bastante na nossa formulação, não conseguimos potencializar todo esse nosso acúmulo em mobilização. Porém a partir do CONEB, com a convocação da jornada de lutas e a defesa da meia – entrada, teremos mais condições de barrar qualquer retirada de direito dos estudantes e conseguir mais avanços na universidade que queremos construir.




