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UNE participa da III Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta Brasil – EUA para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade

União Nacional dos Estudantes (UNE) participou da III Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta Brasil – Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade ocorrida na cidade de Salvador entre os dias 22 e 23 de outubro.

A cidade de Salvador (BA) sediou entre os dias 22 e 23 de outubro a III Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta Brasil – Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e Promoção da Igualdade. O encontro foi aberto pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, pela subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Vera Lúcia Barrouin Machado, e pelo subsecretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Thomas Shannon. 

A reunião marcou mais uma etapa da cooperação bilateral, que envolve a sociedade civil e os setores públicos e privados. Conforme documento assinado em 13 de março de 2008 pelo ministro Edson Santos e pela então secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, o Plano visa estabelecer parcerias de longo prazo no combate à desigualdade racial, a partir de cinco eixos temáticos: educação; trabalho e desenvolvimento econômico; saúde; direitos humanos; e segurança pública e comunidades remanescentes de quilombos.

A União Nacional dos Estudantes a partir de sua diretoria de Combate ao Racismo,foi convidada para participar do encontro como um dos representantes da sociedade civil.

Durante o dia 22, foram realizados três painéis “Boas práticas para a promoção da igualdade étnico-racial na segurança pública e acesso à justiça”, “Saúde da população negra” e “Preservação da memória da cultura negra e da Diáspora Africana”.

Na sexta-feira dia 23, os participantes debateram “Acesso a educação superior” e “Responsabilidade social e diversidade”. Alem dos painéis ocorreram reuniões de autoridades e trocas de experiências entre os brasileiros e os representantes dos Estados Unidos.

Entre os resultados da reunião está o investimento de US$ 300.000 para o financiamento de pequenos projetos em 2010. Uma parte da quantia poderá ser investida, por exemplo, no financiamento de projetos de capacitação de agentes sociais para lidar com a questão étnico-racial.

Para o diretor de Combate ao Racismo da UNE, Cledisson Junior (Jacaré), o convite demonstra a responsabilidade e o reconhecimento que a UNE tem recebido pelo seu importante trabalho de propor e contribuir com os principais debates que cercam o conjunto de toda a sociedade brasileira.

O passado escravagista vivido pelo Brasil, não foi muito diferente do que se instalou nos Estados Unidos, o que nos propicia condições de diálogos em busca de superar um de seus mais perversos desdobramentos que é o racismo. Tais trocas nos permitem avançar juntos na implementação de praticas para a promoção de uma sociedade mais justa.

Combate ao Racismo

Para Cledisson Junior, o painel Acesso a educação superior possibilitou que os significativos avanços nas políticas públicas afirmativas nos Estados Unidos pudessem ser compartilhados e utilizados como exemplo para construir plataformas semelhantes na busca pela democratização do acesso ao ensino superior, sem perder de vista as nossas peculiaridades.

A naturalização da falta de presença dos negros e negras nos bancos escolares universitários é ao mesmo tempo causa e conseqüência de um circulo vicioso. O racismo atribui à população negra as condições de sua própria exclusão, seja pela deficiência escolar, pelas dificuldades em continuar os estudos entre outros. Esse processo perverso é um dos motivos pelo qual ainda hoje é raro encontrar negros em posições de destaques e em espaços de poder e decisão.

A diretoria de Combate ao Racismo tem a tarefa de apresentar e promover o importante debate sobre democratização do acesso ao ensino superior e descolonização do ensino e da pesquisa nas universidades e centros de ensino, a partir da ótica do racismo.

O racismo impede o livre exercício da cidadania e o acesso democrático ao desenvolvimento. Este deve ser sistematicamente combatido para que de fato a sociedade brasileira possa ser devidamente representada nas universidades e nos espaços de decisão e poder.

É papel da União Nacional dos Estudantes (UNE) contribuir com esta luta e representar os estudantes que estão do ensino superior e combater todo tipo de opressao.

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